Festas de fim de ano, que venha 2026


     Nessas festas de fim de ano, me lembrei muito de meu pai. Ele, quando tinha a casa cheia, ficava recolhido em seu quarto e, duas ou três vezes por dia, fazia a sua aparição no meio da bagunça das visitas, e sempre nessas aparições soltava uma de suas piadas e logo se retirava. E, como diz a Bíblia, herança do Senhor são os frutos de seu galardão, e às vezes, mesmo sem querer, puxamos algumas manias de nossos antepassados. Mas, diferente de meu pai, as minhas aparições são para organizar o que vejo fora do lugar: arrumo a cozinha, fico varrendo o chão, ajudo com o neto, pego os brinquedos e sempre organizo, mesmo sabendo que logo estarão fora do lugar.

E sempre existe a expectativa e a realidade. Preparamos a casa de uma maneira a deixar a filha, netos e genro bem acomodados. A casa que durante todo o ano é enorme para duas pessoas, a mesma se torna minúscula quando recebemos a filha e família. Às vezes a gente se esquece que cada ano é um ano diferente, e que os netos são uma versão de nossos pensamentos, pois os mesmos crescem e, no ano seguinte, estão totalmente mudados, com manias e rotinas diferentes de um ano atrás.

E, como todo encontro de família, não podia faltar as briguinhas básicas. Como diz o ditado, só se muda o endereço. Porém nada que viesse a estragar os momentos felizes que passamos com nossa filha e família. E, nesse meio tempo, reunimos em nossa casa amigos da igreja e amigos de nossa filha. A cada saída para passear, se tornava um encontro com amigas dela do passado, todos os dias um encontro diferente, pessoas que consideramos queridas e que estão tão perto que, infelizmente, nos vemos somente na aparição de nossa filha.

O melhor de toda esta agitação foi um sorriso marcante de meu neto mais novo. Sempre que olhava para ti, aquele sorriso parecia que atravessava a nossa alma numa alegria contagiante que é até difícil de descrever. O menino tem uma energia que nunca acaba e sempre que tirava o seu cochilo de cinco segundos acordava com um sorriso nos lábios que contagiava todo o ambiente e renovava suas forças para mais três horas de energia.

E assim foi o nosso Natal sem o filho, pois quando eles casam precisam dividir as festividades entre a sua família e a família de sua sogra. Mas no Ano-Novo, todos reunidos. E, pela graça e bondade de Deus, ninguém falou de política — esse, para mim, foi o ponto alto de todo o encontro. Só se falou de alegria e muita comida envolvida, e projetos para melhorar a hospedagem de pessoas tão queridas. Como é bom ter a casa cheia, pessoas que se sintam bem em seu meio e que nem têm vontade de ir embora.

E, para fechar toda a comemoração, tivemos visitas de cunhados e sogra para fechar o início de 2026. E todos os domingos não deixamos de ir à igreja agradecer a Deus por mais um ano que nos deu e a alegria de poder estar em comunhão com família, amigos e pessoas que realmente podemos chamar de irmãos. Entre a expectativa e a realidade, sempre a realidade supera e coloca lembranças que ficam marcadas em nossas mentes até o fim de nossos dias. Que o início desse ano tenha sido, para todos vocês, dentro do possível, uma festa de encontros, pois sabemos que um dia teremos um encontro mais que especial, que fará de todos os nossos dias cânticos, alegria e louvor. Feliz 2026, sempre na presença de Deus.

Obs.

a foto desse blog foi o Record, de pessoas que passaram o fim de ano em nossa casa, ainda a ser batido.

Servo Camargo

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