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Privilégio que a vida nos da

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     As surpresas que a vida nos dá nem sempre são percebidas, pois muitas vezes não paramos para observá-las. Nesta semana, enquanto almoçava com nosso filho e nossa nora, percebi que ele já estava com alguns cabelos brancos. Logo chamei sua mãe para registrar aquele momento e percebi o privilégio que é poder estar vivo e presenciar essa mudança em sua vida. Sempre é um marco quando surgem os primeiros cabelos brancos, embora muitas pessoas não tenham essa característica genética e outras os escondam com tinturas e outros artifícios. E os privilégios não param por aí. Um de meus netos completou quatro anos de idade, com o vigor e a energia que uma criança dessa idade tem, com seus pais presentes e atuantes em sua vida. E, com a tecnologia que hoje está à nossa disposição, sempre temos espaço para uma chamada de vídeo, que nos permite acompanhar sua vida. A vida nos traz oportunidades, e temos que aproveitá-las para o nosso próprio bem e deleite, mas sempre utilizando-as ...

Até quando?

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  Até Quando, Senhor? — Uma Carta Aberta de um Coração Cansado Hoje não escrevo apenas com palavras — escrevo com o peso de um coração ferido. Acordamos, abrimos os noticiários… e lá estão elas novamente: histórias que não deveriam existir. Histórias que rasgam a alma, que tiram o sono, que fazem o peito apertar sem aviso. E então, quase que involuntariamente, surge a pergunta que ecoa no mais profundo do ser: até quando? Até quando veremos a maldade crescer como se fosse algo comum? Até quando o sofrimento dos inocentes será apenas mais uma manchete esquecida no dia seguinte? Até quando, Senhor? Sabemos — sim, sabemos — que o pecado entrou no mundo. Que desde a queda, a dor passou a caminhar ao lado da humanidade. Mas há momentos em que parece que ultrapassamos todos os limites imagináveis. Como se a consciência tivesse sido silenciada. Como se o amor tivesse sido abandonado no meio do caminho. Crianças clamando por socorro… e ninguém ouvindo. Pais sendo impedidos de proteger… e d...

Almoço em família

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Hoje pela manhã levantei por volta das 08h, fiz um café e logo fui para a academia. Estava meio vazia; fiz meus exercícios e, claro, somente o que estava planejado na folha que imprimimos. Depois retornei para casa, molhei as plantas, tomei um bom banho e fui tomar meu café. Nesse meio tempo, decidi fazer o almoço. Meu filho tinha decidido que não iria almoçar conosco, então fiquei tranquilo, pois seríamos apenas eu e Leny. Logo, meu filho me chama e avisa que sua esposa viria almoçar com a gente. Tive que fazer algo a mais, pois o que estava preparando ela não comia. Para a nossa surpresa, ela chegou cedo; o almoço ainda estava sendo preparado e, pouco depois, estávamos todos à mesa. Aí é que entra a parte boa desse dia tranquilo: durante o almoço, conversas de lembranças de viagens e coisas que somente quem viveu pode contar com veemência. Algumas palavras fora de contexto nos fizeram rir até doer a barriga. Havia tempo que eu não ria tanto como ri nesse almoço. Foi um momento ímpa...

viagem a Goiás

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  Depois de 30 anos resolvi visitar os parentes do lado de meu pai. Ele já havia falecido há 31 anos, e achei que já era tempo de realizar essa visita. Saímos no fim do dia de um domingo, com previsão de chuva na parte da tarde. Participamos do culto e, assim que terminou, pegamos a estrada. O objetivo era dirigir 400 km e, nesse primeiro dia, conseguimos chegar a Londrina, e ficamos em um hotel na beira da estrada. Por incrível que pareça, eu já havia ficado nesse hotel na época em que ainda era funcionário da companhia telefônica. O mesmo era bem próximo de um shopping, e foi onde jantamos, e após a janta tomamos um sorvete. Na manhã seguinte, após um belo café no saguão do hotel, pegamos novamente a estrada. Diferente do domingo, na manhã de segunda estava um dia chuvoso, e para a maioria dos motoristas de plantão não gostam de viajar com chuva, mas era necessário continuar a viagem, pois tínhamos dia marcado para entrar na pousada em Rio Quente, Goiás. O objetivo era dirigir ...

Carta a meu Pai

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  Hoje pela manhã percebi que tenho falado pouco de ti. Os anos vão passando e, a cada dia, as lembranças vão sumindo do nosso dia a dia. Lembro-me de como eu podia sentar em seu colo, que, diga-se de passagem, era duro e magro. Ainda recordo dos detalhes e sabia bem quando seus olhos estavam vermelhos; percebia que algo estava errado e lhe dava toda a privacidade de que precisava. Nesses últimos anos, muitas coisas aconteceram, e às vezes não ter alguém para compartilhar é uma tristeza que dói fundo. Hoje frequento a igreja em que meu filho é pastor. Tu ias gostar de ver o menino pregando como gente grande. Ainda há algo nele de garoto que precisa ser lapidado. Como se diz: quando era menino, fazia coisas de menino. Essa parte ainda está presente na vida dele, mas acredito que logo se tornará homem e deixará de vez as coisas de menino. Tenho dado aulas de teclado e de futebol e, por incrível que pareça, faço Uber. Na sua época não existia esse tal de Uber; é como se fosse um táxi...

Humanidade perdida

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  No fim da semana passada, eu recebi uma notificação de um advogado que tem uma causa minha na Justiça, informando que eu havia ganhado a causa e que, para receber o dinheiro desse suposto ganho, deveria passar por um “validador”, se assim posso chamá-lo, para que o mesmo realizasse o depósito que a Justiça havia designado. Eu, como um bom inocente, recebi a ligação, porém fiquei com a pulga atrás da orelha, pensando que talvez poderia haver alguma coisa errada, pois a causa em si já havia sido julgada e estava aguardando uma decisão de um juiz há algum tempo. Mesmo assim, acabei realizando todo o procedimento e entrei em algumas contas do suposto oficial de Justiça. Após o término da ligação, entrei em contato com o advogado correto e informei a ele o que havia ocorrido, e ele simplesmente me respondeu que já o haviam informado de que esse tipo de tentativa de fraude vinha acontecendo, usando esse mesmo número. Agora me digam: como pode um ser humano vasculhar seu nome, encontrar...

dores nossa de cada dia

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Hoje quero refletir sobre algo que está presente na vida de muitas e muitas pessoas e que tem me deixado a pensar sobre o assunto: a nossa amiga de sempre, a dor. Percebi, de tanto senti-la, que ela é algo particular, que não se pode mensurar a dor de alguém. Cada pessoa tem a sua maneira de passar pela dor. Temos a dor física, mental, amorosa, sentimental; todas elas, às vezes, têm o mesmo sintoma: querer se isolar. Quanto menos se fala, melhor; quanto mais se afasta, não é preciso compartilhar a sua dor com ninguém, e a sua dor é somente sua. Às vezes, a pessoa é julgada por aqueles que fazem parte de seu círculo íntimo, e até mesmo eles não apoiam, somente criticam a sua situação, como se a sua dor fosse apenas uma invenção para justificar a sua cara fechada ou algo parecido. A dor muda o humor, mas, mesmo com ela, as tarefas diárias continuam no mesmo lugar e precisam ser feitas. Ao realizar cada tarefa, você sabe que precisará de um repouso a mais para poder se recuperar do dia a ...