Nessas festas de fim de ano, me lembrei muito de meu pai. Ele, quando tinha a casa cheia, ficava recolhido em seu quarto e, duas ou três vezes por dia, fazia a sua aparição no meio da bagunça das visitas, e sempre nessas aparições soltava uma de suas piadas e logo se retirava. E, como diz a Bíblia, herança do Senhor são os frutos de seu galardão, e às vezes, mesmo sem querer, puxamos algumas manias de nossos antepassados. Mas, diferente de meu pai, as minhas aparições são para organizar o que vejo fora do lugar: arrumo a cozinha, fico varrendo o chão, ajudo com o neto, pego os brinquedos e sempre organizo, mesmo sabendo que logo estarão fora do lugar. E sempre existe a expectativa e a realidade. Preparamos a casa de uma maneira a deixar a filha, netos e genro bem acomodados. A casa que durante todo o ano é enorme para duas pessoas, a mesma se torna minúscula quando recebemos a filha e família. Às vezes a gente se esquece que cada ano é um ano diferente, e que os net...
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