Carta a minha irmã
As vezes é difícil começar uma carta.
Sendo que já se passaram alguns anos.
Tanta coisa para contar que fica difícil.
De até saber por onde começar.
Desde a minha saída de Barra Mansa.
Muita coisa se mudaram.
Em Cuiabá que cidade quente, nesse momento já havíamos parado de nos comunicar, mais te adianto ali conheci muita gente. Fizemos várias amizades que carregamos até hoje, fui reconhecido em meu trabalho e até fui parar no Acre como supervisor.
Mais essa primeira esperiencia não foi muito boa. Tive uma crise de ansiedade, e retornei para Cuiabá.
Nesse meio tempo A Leny ficou ali com as crianças que lugar quente. Deixando isso.
As crianças aprenderam natação, ali mais não valorizaram esse. Momento deles.
A Leny se formou em enfermagem técnica e conseguiu seu primeiro emprego lá, através de um amigo que eu trabalhava com ele.
E ela se tornou uma excelente motorista usando o carro alugado, que a firma deixava comigo e Ali chegamos a comprar um carro que só nos deu dor de cabeça
E depois um outro que nos deu muita alegria, na igreja que nos filiamos temos amigos até hj lá.
Mais houve uma crise danada e acabei sendo demitido, e como Deus abre portas entrei em contato com vários amigos e consegui um novo emprego e Curitiba.
E viemos pra casa, aqui fui parar no Acre novamente e conseguimos comprar a nossa casa.
Os filhos se casaram eu sonhando com a aposentadoria e mesmo assim, ficamos todo esse tempo separados, sofremos a perda de nosso irmão, e após 2 longos anos voltamos a nós falar.
Lembra quando éramos confidentes mundo outro? Quando sempre ia a sua casa conversar os cuidados com a Ailema.
Tantos anos, tantas mudanças que somente o tempo pode recuperar.
Que possamos recuperar tanto e tanto tempo perdido.
Ainda em vida.
Servo Camargo

Que lindo tio, até chorei .
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