Uma tarde no Hospital
Ontem, decidi fazer Uber à tarde, mas senti um mal-estar e decidi averiguar no hospital. O atendimento foi bastante rápido, e em apenas 5 minutos, eu já estava conversando com a médica. Ela prontamente solicitou exames para verificar o que estava causando meus sintomas.
Foi nesse momento que começou a tortura. Para realizar apenas o exame de sangue, levei cerca de duas horas. Durante esse período, observei pessoas ao meu redor esperando para serem atendidas pelos enfermeiros. A espera era realmente longa, e, de repente, ouvi uma gritaria na sala de espera. Uma mulher que estava bebendo água desmaiou, sendo prontamente amparada por seu esposo, que a levou para a sala de recuperação. Esse cenário se repetiu ao longo do tempo.
Entre uma leitura das escrituras, ouvia-se comentários de que aproximadamente dez pessoas aguardavam por leitos para serem internadas, mas todos estavam ocupados, sendo necessário aguardar altas para que pudessem ser atendidas e passar por procedimentos. Nesse ponto, já eram cerca de 20 horas.
Outra mulher desmaiou, gerando novamente uma comoção. Tudo isso aconteceu em um hospital particular. Após quatro horas de espera, finalmente fiz todos os exames e fui atendido por outra médica, que verificou que todos os resultados estavam normais. O susto havia passado, a família estava aliviada, e só restou agradecer a Deus.
Refleti sobre o fato de estarmos em uma cidade onde muitas pessoas buscam ajuda, mesmo pagando altas mensalidades, e, ainda assim, enfrentam uma precariedade no atendimento. No dia seguinte, ao conversar com uma irmã da igreja cuja mãe está hospitalizada com câncer, ela compartilhou a mesma experiência de pessoas passando a noite na sala de espera por falta de leitos.
Esta é uma realidade que afeta nossa cidade hoje. Servo Camargo.

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