Fogo no fim da Obra
Ontem foi um dia muito esperado. Depois de quase 3 meses com poeira, sujeira,
lanches bons e papos agradáveis, chegava ao fim a obra, com um trabalho
muito bem realizado. Já era por volta das 16:30 quando Marcelo, o pedreiro,
pegou sua Kombi e foi saindo da nossa garagem, como fazia todos os dias
ao longo desses quase 3 meses. Eu já estava com a chave do meu carro na mão,
pronto para colocá-lo na garagem e iniciar a limpeza que fazia
todos os dias após eles concluírem seu trabalho. No entanto,
algo não estava saindo conforme nos dias anteriores.
A Kombi começou a falhar e não deixava mais Marcelo virar a chave,
como se estivesse afogando. Ele já tinha descido a rampa da
garagem e estava na metade da Kombi na rua quando, nesse momento,
Marcos, seu ajudante, e Marcelo estavam tentando fazer a Kombi
pegar novamente. Comecei a sentir cheiro de gasolina e, no mesmo instante,
o cano de gasolina estourou e começou a pegar fogo embaixo da Kombi.
Naquele momento, avisei aos dois, que logo saíram correndo de dentro dela,
enquanto o fogo continuava a se alastrar embaixo do veículo.
Minha reação e a de Marcos foi pegar a mangueira que havia
instalado no quintal e correr para tentar ajudar a apagar o fogo.
Quando chegamos com a mangueira, a água não saía, e nosso medo
era de que não houvesse água vindo da rua, pois a mangueira é alimentada
diretamente dela, sem passar pela caixa d'água. Percebi que a
mangueira estava dobrada e logo a desdobrei, começando assim a
apagar o fogo que, pela misericórdia de Deus, foi extinto. Logo depois,
chamamos seu cunhado, que veio ajudar a rebocar a Kombi e deixá-la em um lugar seguro.
O que mais me chamou a atenção neste episódio foi a forma como
Marcelo e Marcos agradeceram por ter salvo suas vidas e pelo
prejuízo que foi amenizado. Aprendi a lição de que, mesmo em
situações difíceis, devemos ser gratos pelo socorro recebido.
Servo Camargo

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