dores nossa de cada dia
Hoje quero refletir sobre algo que está presente na vida de muitas e muitas pessoas e que tem me deixado a pensar sobre o assunto: a nossa amiga de sempre, a dor.
Percebi, de tanto senti-la, que ela é algo particular, que não se pode mensurar a dor de alguém. Cada pessoa tem a sua maneira de passar pela dor. Temos a dor física, mental, amorosa, sentimental; todas elas, às vezes, têm o mesmo sintoma: querer se isolar. Quanto menos se fala, melhor; quanto mais se afasta, não é preciso compartilhar a sua dor com ninguém, e a sua dor é somente sua.
Às vezes, a pessoa é julgada por aqueles que fazem parte de seu círculo íntimo, e até mesmo eles não apoiam, somente criticam a sua situação, como se a sua dor fosse apenas uma invenção para justificar a sua cara fechada ou algo parecido. A dor muda o humor, mas, mesmo com ela, as tarefas diárias continuam no mesmo lugar e precisam ser feitas. Ao realizar cada tarefa, você sabe que precisará de um repouso a mais para poder se recuperar do dia a dia.
A dor é algo que incomoda até a divisão da alma e do espírito. É nela que, às vezes, encontramos a força necessária para prosseguir, ir em frente mesmo sabendo que, no próximo dia, ela continuará ali, e que faremos as mesmas coisas, acostumando-nos a senti-la em cada ato que compõe a nossa jornada de vida.
Creio que a dor veio após o pecado na criação do nosso mundo, e ela também veio para nos lembrar que somos apenas instrumentos nas mãos de Deus e que, através dela, possamos ter fé de que um dia passaremos à eternidade sem dor alguma.

Comentários
Postar um comentário